
Muitos homens não dizem “estou ansioso”.
Dizem:
Por trás disso, frequentemente existe ansiedade.
A ansiedade masculina nem sempre aparece como medo.
Às vezes ela aparece como desempenho.
O homem continua trabalhando, produzindo, sustentando, resolvendo problemas e funcionando socialmente. Mas internamente vive em estado permanente de tensão. Como se estivesse sempre preparado para uma emergência que nunca termina.
Nessa fase da vida, muitos homens acumulam:
O problema é que muitos aprenderam desde cedo que demonstrar fragilidade seria sinal de fraqueza. Então tentam suportar tudo em silêncio.
Com o tempo, o corpo começa a falar:
A psicanálise não trabalha apenas para “eliminar sintomas”.
Ela busca compreender o que sustenta esse estado interno de pressão permanente.
Muitas vezes, o homem percebe que passou anos tentando corresponder a expectativas:
Mas existe um custo psíquico alto em viver permanentemente armado contra a própria vulnerabilidade.
No tratamento psicanalítico, o homem começa a reconhecer padrões emocionais que antes eram automáticos:
A ansiedade, muitas vezes, não é apenas “excesso de preocupação”.
Ela pode ser o sinal de uma vida interna sobrecarregada há muitos anos.
Quando esse sofrimento encontra espaço para ser elaborado, algo começa a mudar:
Buscar análise não significa fraqueza.
Em muitos casos, é justamente o contrário: a capacidade de interromper um padrão de sofrimento silencioso que já dura tempo demais.
Atenção: Se você estiver em crise, com ideação ou planejamento suicida, ligue para o Centro de Valorização da Vida - CVV (188). Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue imediatamente para o SAMU (192), ou para o Corpo de Bombeiros (193).
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