
Não necessariamente no comportamento em si, mas na forma como ele se insere na vida:
O ponto não está apenas no conteúdo, mas no lugar que ele ocupa.
Em um cenário onde tudo pode ser acessado sem mediação, sem espera e sem risco, a relação com o desejo também pode se modificar. O outro deixa de ser encontro — e passa a ser imagem.
Com o tempo, isso pode produzir efeitos sutis:
Não se trata de condenar ou proibir. Tampouco de propor um ideal de comportamento.
A psicanálise se interessa por outra via: o que isso representa para cada sujeito?
O que está em jogo quando esse recurso se torna recorrente?
O que ele evita, sustenta ou substitui?
Em vez de eliminar rapidamente o sintoma, trata-se de escutar o que ele está fazendo ali.
Porque, em muitos casos, não é apenas sobre o hábito — mas sobre a forma como cada um se relaciona com o próprio desejo.
Se algo disso se faz presente, talvez a questão não seja simplesmente interromper — mas começar a compreender.
Atenção: Se você estiver em crise, com ideação ou planejamento suicida, ligue para o Centro de Valorização da Vida - CVV (188). Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue imediatamente para o SAMU (192), ou para o Corpo de Bombeiros (193).
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